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O aparecimento da WWW como
método de disponibilização de informação, trouxe um novo conceito
consigo: o Hipertexto.
Para bem compreender o funcionamento do acesso WWW,
criemos um modelo. Imaginemos um livro, em vez de estar impresso em
papel, estava digitalizado em páginas WWW. Quando o
leitor pretendesse aceder a uma página, apontaria o seu visualizador
("browser") para ela e haveria uma importação de
informação. Quando a página acabasse de ser carregada, deixaria de
haver comunicação com o servidor e, portanto, consumo de recursos .
Quando o leitor acaba de ler a página, basta seguir um determinado
apontador e carregar outra. Em cada instante, só uma página está a
ser consultada. Assim, pode haver várias pessoas a ler o mesmo
livro, cada uma a ler a mesma página ou mesmo uma página diferente,
sem um consumo exagerado de recursos, uma vez que só a página
pretendida é carregada.
O método WWW para a disponibilização de informação
é muito simples: o servidor envia ao cliente (a pedido deste) um
documento no formato adequado. É tarefa do cliente interpretar o
documento e apresentá-lo no ecrã.
O conceito de Hipertexto aparece indissociável da própia estrutura
da Web. Os documentos na WWW são páginas
de Hipertexto, contendo pedaços de texto, imagens, sons e vídeo e
também ponteiros (links) para outra páginas. As páginas de
Hipertexto apontam-se umas às outras no Ciberespaço, constituindo
uma teia virtual. Na Web, a comunicação entre o cliente e o
servidor é feita com recurso ao já falado protocolo HTTP
(Hypertext Transfer Protocol). Este protocolo, como o nome
indica, serve para transferência de Hipertexto entre o cliente e o
servidor na Internet.
As páginas WWW estão guardadas nos servidores em
ficheiros de texto,escritos numa linguagem denominada HTML
(Hypertext Markup Language). Esta linguagem é o assunto
fulcral para a criação de páginas na Web. É muito
importante para quem constrói páginas na WWW
conhecer a fundo a linguagem e sintaxe HTML.
Apesar de todos os documentos na WWW serem feitos
em HTML, as trocas de dados entre clientes e o
servidor não se limitam a este formato. Muitos formatos diferentes,
correspondentes a imagem (GIF, TIF, JPEG), vídeo (MPEG,
MOV, AVI), som (WAV, AU), documentos (DOC,
PS, TXT) e muitos outros, são transportados para o cliente
e por ele interpretados. O HTML é, contudo, o
formato base na Web, no qual são escritas todas as páginas
de Hopertexto, sendo a linguagem de publicação de documentos.
No entanto, o HTML surpreende todos os que com ele
contactam pela primeira vez, por causa da sua simplicidade e dos
rápidos resultados que se obtêm, mesmo por parte de um principante
na matéria.
O HTML tem evoluído bastante
desde a sua aparição. Sucessivas extensões da linguagem têm
permitido o aperfeiçoamento dos documentos WWW.
Nesta secção vamos admitir a sintaxe do HTML 4.0;
que é neste momento, a par da versão anterior (3.2), a versão mais
utilizada na maioria dos servidores WWW. O
HTML 4.0 permitiu estender o conjunto de funcionalidades
disponíveis nas versões HTML anteriores, com uma
série de características e objectos novos.
Todas as alterações à linguagem HTML têm sido reguladas por uma
entidade denominada "World Wide Web Consortium
(W3C)", fundada em 1994 com o objectivo de regular os standards
na WWW. O HTML é um standard
aberto a contribuições de todos os fabricantes e tem evoluído
bastante graças a variadas propostas, especialmente das duas
entidades mais relevantes no desenvolvimento WWW: a
Microsoft e a Netscape.
Apesar de ser um standard aberto, os
grandes fabricantes têm tido tendencia de lançar alterações
proprietárias ao HTML. Estas extenções, da
responsabilidade dos produtores dos browsers mais famosos (a
Netscape e a Microsoft), são criadas com o objectivo
claro de tentar influenciar a definição de standards e
também de ganhar vantagem competitiva sobre o concorrente.
Esta criação de código HTML específico para ser
interpretado no Netscape Navigator ou no Microsoft
Explorer representa uma evolução negativa na WWW,
bem longe do espírito original da Web, e tem criado alguns
problemas.
No entanto, estas extensões não inviabilizam a
leitura de páginas por um browser diferente daquele para o
qual as páginas são orientadas. O que acontece é que alguns
objectos, que seriam elementos própios para serem mostrados no outro
browser, não aparecerão com o mesmo aspecto.
Esta divisão da WWW entre servidores "Netscape
Enhanced" (código orientado para Netscape) e "Microsoft
Explorer Enhanced" (código orientado para Explorer)
não é obviamente do interesse da comunidade Internet, mas
um acordo para resolver este problema depende em última análise das
políticas comerciais dos fabricantes.
Veja também, as extensões
Microsoft e
Netscape do HTML. |